segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Você...


Você é o que te tira o fôlego; as noites que te tiraram o sono, os pensamentos confusos e sentimentos mal resolvidos. Você é os momentos de euforia; é conseguir algo que tanto queria; considerar importantíssimo o que se tornou desnecessário em pouco tempo.
Você é os sonhos; os planos perfeitos ou apenas feitos para durar; o "não" que ecoa ainda no peito e não deixa de doer nunca; a sensação de fracasso na perda ou de inutilidade quando se encontra de 'mãos atadas' enquanto as coisas acontecem ao seu redor e não há o que se possa fazer.
Você é o desejo contido, omitido e até sufocado; é a conquista sem esforço que acabou por significar nada; o sentimento de vergonha; o mal estar de se sentir humilhado e perceber que a causa veio de onde menos se esperava; as lágrimas derramadas por algo que só depois percebeu que não valia a pena; a ilusão criada por si mesmo ou pelos outros mas que no final dói igual.
Você é o medo que te protege e priva na mesma medida; o erro cometido e jamais perdoado; a esperança que nunca morre e a consciência de que no fundo, é em vão. Você é o vazio que nada preenche; é entender que por pior que o nada seja o talvez que machuca ainda mais; é sentir falta de algo que não se sabe ao certo o que é.
Você é a confusão presente em cada linha, acento e vírgula da sua existência, que deseja sempre um ponto para poder começar um parágrafo novo, mas que teme desesperadamente que esse ponto se torne, um ponto final.

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